Nós e o Sling: Um eterno caso de amor!

Primeiramente quero pedir desculpas pra quem vem por aqui esperando coisa nova e não encontra nada. Minha falta de compromisso com o blog tem me incomodado bastante também, então: tamo junto!

Das tantas coisas que eu queria falar (como sempre), hoje decidi falar do nosso caso de amor (meu e do Tuizinho) com o nosso sling. Pra quem ainda não conhece, o sling é um carregador de bebê que permite que os nossos pequenos fiquem em contato com a gente, é uma delícia.

Particularmente, acredito que não tem nada mais maravilhoso do que a sensação de carregar meu filho. O cheirinho, o abraço, o corpinho dele colado no meu exatamente como ficamos por 9 meses. Ai, ai. Inexplicável, e com certeza será uma daquelas vivências inesquecíveis. Por isso a escolha pelo uso do sling foi óbvia por aqui, o carrinho entra na dança raramente, até porque o Arthur não é lá muito fã (sinceramente, no lugar dele eu também não seria).

Mais do que um carregador pra passear, o sling é meu aliado no dia a dia. Tem coisas que só consigo fazer com ele no sling, como esse post, por exemplo, rs. Fora que, como sabemos, bebês adoram colo. Não é manha, nem balda. É natural, eles gostam de colo, de estar em contato com a gente, e só quem passa o dia todo com o bebê sabe o quanto é cansativo/dolorido carregá-los no braço o tempo todo, por isso o sling é tão maravilhoso, permite que a gente dê bastante colo sem dor nas costas e nos braços.

Mamando slingadinho

Mamando slingadinho

primeiro passeio

primeiro passeio

Nós usamos o wrap sling, desde que ele era recém-nascido. Eu gosto do wrap porque ele permite várias amarrações diferentes. Quando ele era recém-nascido eu o deixava amarradinho com as perninhas encolhidas pra dentro do sling, bem como ele gostava de ficar. Mais tarde comecei a amarrar com as perninhas soltas e virado pra mim. Agora comecei a colocá-lo de frente pro mundo de vez em quando.

Pegando buzão

Pegando buzão

Indo pra Yoga Baby

Indo pra Yoga Baby

São muitos os benefícios do uso de slings. Um estudo de 1986, feito com 99 mães de bebês mostrou que carregar os pequenos por pelo menos 3h por dia reduzia o choro em 43% durante o dia, e 51% durante a noite. Isso quer dizer que bebês que ganham mais colo são mais felizes porque tem menos necessidade de chorar. Veja bem, o estudo é de 86, estamos em 2014, por que insistimos em não dar colo e não carregar os bebês como fazíamos antes, desde que o mundo é mundo? Dar colo não significa mimar o seu bebê, o colo diz pro bebê que ele é amado, está seguro e sendo cuidado. Deixar o bebê chorando altera o sistema nervoso e aumenta o nível de hormônios do estresse.

O sling também é excelente para que aconteça uma transição suave entre a vida no útero e a vida aqui fora. No sling o bebê continua sentindo e ouvindo o coração da mãe, sentindo a temperatura corporal dela, o cheiro, e além disso, ele começa a sentir os padrões de respiração da mãe e das outras pessoas que o carregam.

O uso do sling também está associado a benefícios cognitivos do bebê, já que um bebê feliz aprende melhor. Quando o bebê está calmo e alerta, está pronto pra interagir com as pessoas e o ambiente. No sling, o bebê fica no mesmo nível que os pais, assim ele tem igualdade nas experiências que vive e consegue enxergar o mundo sob outra perspectiva, que não seria possível em um carrinho, por exemplo.

Falo desses benefícios porque enxergo isso no nosso dia a dia, Arthur nunca teve cólica, chora muito pouco, vejo que ele é muito feliz, esperto, seguro, adora interagir com as pessoas e tem se desenvolvido muito bem. Como benefício para mim, como mãe, posso dizer que sou uma mãe mais segura, e uma grande parte dessa minha segurança vem da habilidade de entender o que o Arthur quer. O sling ajuda na nossa comunicação, eu entendo ele melhor, e ele é mais seguro porque temos contato um com o outro por longos períodos diariamente, sem dúvida ajuda a criar laços afetivos mais fortes.

Em Porto Alegre, o sling é meio polêmico entre as tiazinhas da vizinhança, de certa forma até entendo o estranhamento tendo em vista o desfile de carrinhos pela cidade. Canso de ouvir: “pobrezinho! porque tu apertou ele aí dentro?”. Quando dá, eu paro, explico como é a amarração e mostro a cara dele de faceiro, já que não tem pessoa melhor do que ele pra aprovar o uso. 🙂

Trilha Slingadinho <3

Trilha Slingadinho ❤

Rola passear cazamiga

Rola passear cazamiga

E vocês? Usam sling? Quero saber de outras experiências!

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13 thoughts on “Nós e o Sling: Um eterno caso de amor!

  1. Carol, nós usamos muuuito o sling com nossa Íris e agora esperando o Guadua não consigo me imaginar de forma diferente… já visualizo ele amarradinho em mim. Para nós proporcionar esse aconchego – principalmente aqui em Porto Alegre que ainda causa tanto estranhamento – é uma alegria inexplicável! Abraços e parabéns pelo blog (e pelo filhote tão feliz)!

  2. Por aqui amamos nossos slings, tanto o de argolas (ou ring) quanto o wrap. E é um aliado do sono por aqui, é dar uma voltinha slingada que as Lívia capota! Sonífero total!
    Bjs

  3. eu dei a bela mancada de comprar canguru ao inves de sling.. me arrependo horrores. até pq usei 1 vez só. com certeza minhas costas agradeceriam, visto que agora ele ja está com 10kg. nem canguru dá mais. haha
    Bjos

  4. Há uns dois meses atrás, minha filha tinha uns 40 dias, e claro, sofria com algumas cólicas… Eram raras, mas quando tinha, dava pena… Tentei tudo, calor da barriga, braço esquerdo, braço direito, banho… comida… fralda.. tudo… Mas ela nao tinha fome, não estava suja e não tinha sono, dava pra notar como ela esperneava… Bom, ainda não podíamos dar remédio e estávamos de saco cheio da Gestapo Maternal que aparece: os mil pitacos. Pensei: não tenho sling, mas posso adaptar. Peguei a canga de minha esposa, armei o balacobaco dos nós e voilá: sling mambembe do Jorge. Pus minha filha e em 5 minutos dormiu e meus braços desardomeceram…rs… AMO! Parabéns pela familia, pipow bacana demais aqui!

    • DEMAIS! Adorei a história de vocês! Sling é muito simples, é bem isso. Não é a toa que as empresas de carrinho não tiveram sucesso na África. Adorei a tua visita Jorge, estou acompanhando vocês daqui. Beijão

  5. Carol, acabei encontrando teu blog procurando por relatos de parto com o Ricardo e a Zeza! Isso foi bem antes do meu bebê nascer, mas desde então tenho acompanhado as histórias de vocês.

    Sobre o sling, sou super a favor, mas achei bem difícil de encontrar pra vender aqui em Poa, sem ser pela internet. Onde tu comprou o teu?

    Beijos e parabéns pelo feliz filhote e pela tua trajetória como mamy!

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