Sobre porque eu estava fora e o meu retorno ao trabalho!

Fiquei um bom tempo sem escrever por aqui e nunca consegui manter uma periodicidade legal. Muito em razão de eu achar que não tinha nada importante a dizer ou que fosse interessante compartilhar. Agora penso que toda experiência é válida, mesmo que alguém ache certo ou errado. Cada uma materna como pode, de acordo com as suas vivências, rotinas, informações e etc.

Nesse tempo curto de blogosfera, aprendi que sempre tem alguém que passa por uma situação semelhante, quer ajudar ou procura por ajuda. Também conheci mães magníficas, grávidas lindas e cheias de expectativas. Sou muito grata por tudo! É exatamente por isso que me sentia sempre em dívida com esse cantinho.

Então, sem mais delongas: bora atualizar!

O Arthur está agora com 1 ano e 2 meses (o tempo voa!), eu voltei a trabalhar e ele começou na creche.

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Hoje, especificamente, quero falar sobre isso. Em consenso com o Jaciel,concluímos que um ano era um bom período para que eu me dedicasse exclusivamente sem que a gente fosse à falência.

E foi bem isso, perto do Arthur completar um ano a coisa foi ficando bem apertada. Não tinha mais condições, eu precisava voltar. Foi aí que surgiu uma vaga legal e eu agarrei a oportunidade. A decisão foi bem difícil emocionalmente, principalmente porque abri mão de muitas convicções. Eu adoraria ter como ficar mais, mas não deu. Não deu pela grana e hoje vejo que não deu por mim também, no fundo eu sempre senti falta do meu trabalho.

O início foi bem complicado, chorei de saudade, tive medo, foi difícil concentrar, me readaptar. Pra ele também não foi, e isso é bem doloroso. Inicialmente tentamos uma experiência de deixá-lo com os avós e não deu muito certo. Minha mãe trabalha e só podia alguns dias, e minha sogra, apesar de não trabalhar fora, sentia que não conseguia dar conta das coisas pessoais dela e do Arthur.

Ou seja, eu não ficava tranquila fora e nem ele ficava feliz lá. Depois de muita conversa, decidimos tentar creches. Conseguimos uma vaga em uma escolinha que nos acolheu muito bem. Entendeu nossa história e está sempre aberta a diálogos, embora a gente precise muito pouco, já que a escola segue uma linha que está de acordo com o que pensamos. Ele adora ir e lá se adaptou super bem, gosta das profes, dos colegas, e eu (apesar da saudade) consigo trabalhar bem mais tranquila. Acho que ele estava em um momento de muita socialização, procurava mesmo crianças pra interagir e creio que isso tenha ajudado bastante na adaptação.

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É engraçado como cada vez mais aprendo a nunca dizer nunca. Sempre achei muito estranha a ideia de “deixar o filho na escolinha”, não queria de jeito nenhum fazer isso. Acontece que essa foi opção que tive (e que outras milhares de mães têm). Deixo na escola sim, mas não por isso deixo de educar e de ser mãe. Não me sinto terceirizando.

Vejo muitas melhoras no desenvolvimento dele e nas nossas rotinas. Sigo maternando de maneira consciente, de acordo com as nossas vivências. E não é fácil, como nunca foi. Escolher o caminho mais fácil não faz parte da minha trajetória.É muito difícil em casa 24h e é muito difícil fora dela, com uma dedicação dupla. Tenho dois papéis a desempenhar que se cruzam em muitos muitos momentos. É chegar em casa e não ter descanso, não é folga e também não é martírio. Eu não estou com ele o dia todo e não quero perder nada.

Não deixo de preparar as comidinhas dele. Não deixo de amamentar, nem de brincar. Não deixo de dormir agarrada e compartilhar nossa cama, também não parei de acordar quantas vezes forem preciso (embora isso me custe uma aparência de zumbi).  Seguimos com a mesma dedicação, o mesmo afeto, e o dobro de cobrança, de paciência e de compartilhamento. É preciso uma base familiar, com pai e mãe ativos, pra tudo isso dar certo.

Novamente vejo que não existe regra. Não existe menos mãe. Existe o que funciona melhor para cada família. Existe aprender e se renovar. E principalmente: adaptar-se!

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Uma pausa pra babar

Sim, somos pais babões ❤

E gostamos de compartilhar a babação por aí.

Esse é o primeiro vídeo que fazemos do Arthur e esses são seus primeiros sorrisinhos, fora aqueles que ele dava quando tava pegando no sono.

27 dias de pura simpatia, mamãe ama!

Tô viva!

Apesar da aparência de zumbi, eu tô viva! Tava morrendo de saudade de escrever aqui, acontece que fazer isso com uma mão só não está sendo fácil, fora a dificuldade de sair do completo estado de hipnose que eu fico vendo meu filhote.

Fiquei muito feliz com a repercussão do meu relato de parto, tentei lembrar de cada detalhe pra que ele pudesse ajudar outras mulheres e trazer cada vez mais o parto natural pras nossas rodas de conversa. Por mais que eu sempre tentasse falar sobre o assunto durante a gravidez, nada como a própria experiência pra chamar mais atenção pro tema. Desejo que todas as mulheres do mundo vivam um parto natural e com respeito, é uma experiência que muda a vida, posso afirmar com toda a certeza que a minha relação com o Arthur e com o Jaciel não seria a mesma se não tivéssemos juntos vivido esse parto, fomos ao encontro um do outro.

Além de tudo isso, escrever o relato foi de uma emoção enorme e eu leio ele e assisto o vídeo sempre que posso mais uma vez pra reviver toda aquela experiência, é como se toda aquela ocitocina voltasse a circular no meu corpo. ❤

Enfim, o post hoje é pra contar como está sendo o dia a dia por aqui e dar uma atualizada geral. Já faz uma semana que o Jaciel voltou a trabalhar e desde então tem sido eu e Arthur, Arthur e eu, juntinhos! Passei o tempo todo que o marido tava em casa morrendo de medo de ficar sozinha com o baby, tava bolando mil planos pra conseguir me virar em mil e conseguir dar jeito em tudo.

E aí que eu errei, errei rude. Não tem como ser Mulher Maravilha e tentar dar um jeito em tudo.

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No fim das contas, deu tudo certo, por mais que a gente ache que não, a gente sabe sim o que fazer com o próprio filho. O Arthur passa literalmente o dia todo pendurado na teta, eu acho ótimo, adoro amamentar, não controlo as mamadas dele e não pretendo substituir meu seio por um bico (assunto pra um próximo post, prometo!), então, é preciso ter paciência, aproveito quando ele dorme pra dar um jeitinho nas coisas que são mais urgentes, tipo lavar as roupinhas dele, ajeitar o quarto, etc.

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Como disse, não tem como dar conta do bebê, de ti e da casa, um conselho é não perder tempo pensando nisso e encanando com visitas que vão ver a casa fora de ordem, por aqui os amigos e a família já sabem, vai estar tudo bagunçado e eu agradeço muito uma lavada na minha louça, rs.

Passado o pânico de “MEU DEUS COMO AS MULHERES DO MUNDO CONSEGUEM VIVER CUIDANDO DE SEUS FILHOS E DA CASA”, as coisas ficaram melhores. A cada dia o Arthur se desenvolve mais, agora percebo que ele já tem uma rotina própria, isso facilita muito porque já sei mais ou menos os horários que vou conseguir almoçar com calma (e com as duas mãos), por exemplo. Durante o dia consegui fazer com que ele durma no carrinho, antes ele só dormia no colo e eu ficava mais presa. De noite, continuamos compartilhando a cama e estamos dormindo cada vez melhor, os três. De manhã quando o Jaciel sai pra trabalhar, o Arthur acorda pra uma mamada e depois eu ele voltamos a dormir, bem coladinhos <3. Essa dormidinha da manhã tem dado uma boa recarregada nas minhas energias. Acho que dormia umas três horas todos os dias, acontecia de acordar pra amamentar na madrugada e não conseguir pegar no sono profundo depois.

Outra alegria é que ele tem se interessado por alguns brinquedinhos, o móbile que ele tem no berço ajuda com que ele fique ali um pouquinho acordadinho, o ginásio com os móbiles é outra preferência dele, fica acompanhando tudo com o olhar, nos últimos dias ele até tentou se coordenar pra tocar nos brinquedinhos, e eu: QUÁMORRI de emoção.

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Fora isso, ele adora que eu fique falando o tempo todo, o tempo que ele fica acordado sem estar mamando tá um pouco maior e ele exige interação, o que eu adoro e acho demais, se paramos de falar com ele, ele dá umas resmungadinhas. Tô me sentindo aquelas “dance moms” toda orgulhosa das pequenas façanhas do filho, mas ai gente, ELE É DEMAIS!

Com essa rotina boa que conseguimos, agora acho que consigo retomar o blog – até que uma nova fase chegue e tudo vire de ponta cabeça. Tenho uma dificuldade de falar de várias coisas em um mesmo post porque gosto de dar atenção adequada aos assuntos e explorar o máximo que eu puder, por isso prometo retomar coisas que falei aqui, só achei que antes de começar a falar de coisa por coisa precisava dar uma atualizada geral em tudo.

 

Diabetes Gestacional, você me assombrou!

A minha primeira tarefa prescrita pelo médico com quem iniciei meu pré-natal foi realizar uma extensa lista de exames. Precisava checar absolutamente tudo, por isso, a visita ao laboratório teve ares vampirescos tamanha a quantidade de tubinhos a serem preenchidos com o meu sangue.

Por mais que a gente saiba que tá tudo bem, bate aquele nervosinho em relação a algumas doenças que podem ser identificadas nos exames, como a toxoplasmose, a rubéola, infecção urinária, anemia e pra mim a mais temida era a diabetes gestacional.

Minhas duas avós tem diabetes, no lado paterno existem casos graves de diabetes na família. Então esse foi um assunto que sempre me preocupou, talvez por isso eu nunca tenha sido uma pessoa louca por doces, sempre que tinha vontade de comer era algo salgado.

Enfim saíram todos os meus exames, tudo ok, exceto pelo número 90 ao lado da palavrinha glicemia. Na tabelinha do exame dizia que o limite saudável era 100. Quando fui ao médico já veio o alerta: “esse resultado é preocupante, está no limite, o açúcar é teu inimigo daqui pra frente”.

Então minha gente, todo aquele papo de boa alimentação na gravidez começou a ser levado mais a sério. Evitei ao máximo todos os doces, refrigerantes e porcarias em geral, e logo acabei descobrindo uma série de alimentos que continham açúcar e eu nem fazia ideia, é o caso da beterraba, por exemplo. Não foi nada fácil!

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Fiquei na sombra da possibilidade da diabetes gestacional, e o pior eu que mal tinha vontade de comer doce antes, agora faria tudo por um quadradinho de chocolate depois do almoço. Incrível como o cérebro funciona, foi só dizer “cuida o açúcar” que tudo o que eu mais queria era açúcar. Obviamente tive alguns (vários) deslizes e acabei sucumbindo uma vez e outra às delícias açucaradas.

A cada mordidinha em um pedaço de chocolate ou naquelas balinhas de gelatina, uma pulguinha aparecia atrás da minha orelha e eu morria de culpa. O comportamento era legítimo de viciada, cheguei ao ponto de comprar um pacote de trakinas e esconder do maridón no armário (desculpa amor, agora tu sabe), como se eu tivesse que esconder dos outros que me “vigiavam” e tentavam ajudar, quando na verdade o que eu tava fazendo era irresponsável comigo e com o bebê. Então, shame on me.

Aí chegou a hora de fazer a segunda bateria de exames da gestação. E lá estava o pedido na receitinha do médico “glicemia em jejum”. Sentada na cadeirinha do laboratório pipocavam na minha cabeça as barrinhas de kit kat e a lista extensa dos possíveis riscos que a doença pode trazer pro bebê. Eis que finalmente saem os resultados e ALELUIA, o número era 77.

Respirei um pouco mais aliviada, embora ainda com alguma culpa nas costas, e claro, voltei a cuidar com afinco da minha dieta. Até porque não é só o açúcar que tem que regular, tem muito nutriente que não pode faltar na alimentação durante a gravidez, mas esse é um assunto pra outro post.