O que são 3 meses na vida?

Na minha 3 meses correspondem ao nascimento de 3 vidas, a do Arthurzinho, a minha como mãe e a do Jaciel como pai. Nesses 3 meses vimos a vida se resignificar, crescer e se desenvolver a cada dia. Como podem 3 meses valerem mais do que os 23 anos que vivi até agora?

É incrível como essa vida de 3 meses é tão pequena e tão grande ao mesmo tempo. Como é lindo vê-lo crescer. Nos últimos dias percebi as grandes mudanças pelas quais meu filho já passou em tão pouco tempo, o quanto ele já aprendeu, e principalmente o quanto ele já entendeu sobre essa vidinha aqui fora.

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Há um ano atrás, nessa mesma época, eu descobri que estava grávida, vivi cada segundo da minha gravidez, me transformei e me preparei tanto pra cada um desses dias que vivo hoje. Como sonhei. Pela primeira vez na minha vida, a realidade é melhor do que qualquer sonho que já tive.

Arthur é um menino abençoado, feliz desde a sua chegada, tão linda. O que mais me encanta é que desde aquele 1º de setembro, vejo o quanto ele é amado, não só por mim e pelo Jaci, como por toda a nossa família e os nossos amigos. Obrigada por participarem tão ativamente e com tanto carinho desses 3 meses de vidinha dele, eu amo ver o amor de vocês por ele também.

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Meu filho, tu é a única pessoa nesse mundo que faz a tua mãe se perder com as palavras, não saber por onde começar, nem quando terminar. Obrigada por cada um desses 90 dias que passamos juntos, obrigada por esse olhar tão lindo e tão forte que tu tem, que diz tantas coisas, obrigada por esse sorriso, e pela gargalhada que tu deu pela primeira vez essa semana, que renovou as energias da mamãe.

Parabéns Arthurzinho, Tuizinho, Tutui da mamãe.
Eu te amo. Feliz Mêsversário de 3 meses.

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24 horas

Ser mãe exige 24 horas, exige uma semana inteira, um mês inteiro, um ano inteiro, uma vida sem intervalos, fim de semana ou feriado. Mas isso não é nenhuma novidade e logo que a gente descobre a maternidade já tenta se acostumar com a ideia de que tudo vai mudar. A gravidez já muda, mas nada se compara com a vivência desse dia a dia: exaustivo e cheio de recompensas.

No meu caso, eu vivo essas 24 horas praticamente sozinha, sem ninguém, sem babá, sem marido (que passa mais tempo trabalhando do que em casa), sem creche, sem vovó, nadica de nada. Não me acho mais mãe por isso, pelo contrário, nessas 24 horas de nós dois me pergunto várias vezes se tá dando tudo certo, afinal não dá tempo de focar em certo e errado, nessas 24 horas cada minuto é diferente e quase não dá tempo de ver as horas passarem.

Nesses 2 meses e 18 dias dessas 24 horas eu acabei aprendendo que não importa quantos livros de maternagem você leu, quantos grupos de pais e grávidos você frequentou, nem quantos super nanny você já viu e brigou vendo, nada disso faz sentido enquanto o ponteiro das horas caminha. Ser mãe 24 horas exige uma entrega sem fim aos instintos, exige desapego a tudo o que você sempre soube ou achava que sabia sobre crianças e até sobre você mesma.

Eu, Carolina, me descobri menos medrosa do que pensava, mais paciente do que jamais fui, mais amorosa do que talvez nunca mais consiga ser. Fiquei menos cheirosa e mais vomitada, menos arrumada e mais descabelada, fiquei menos falante e mais ouvinte, troquei as conversas prolixas por um simples “aguí”. Já chorei junto enquanto ele chorava e já me escondi no banho pra ser Carolina por mais 5 minutinhos, e antes que os 5 minutos acabassem eu já quis ele de volta e falei: “Pode pelar ele que eu vou dar banho aqui mesmo”.

Mas as 24 horas de mãe não são como as outras 24 horas, elas tem uma magia. Quando finalmente passam, pra que outras 24 horas comecem, fazem com que você esqueça como as 24 horas anteriores acabaram com você. É a incrível magia de só lembrar dos sorrisos, dos olhares, da cara de sapeca na troca de fralda, ou quando se esconde no seio no meio da mamada com um sorrisinho no cantinho da boca. Quando essas 24 horas passam, você esquece das tantas outras 24 horas que viveu antes da primeira vez que olhou nos olhos do seu bebê. Quando tento fazer o esforço pra lembrar só consigo me perguntar: “Como é que eu vivia antes mesmo?”.

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Como tudo começou

Quando eu descobri que estava grávida em dezembro de 2012 fiquei em choque. Ser mãe sempre foi o meu maior desejo na vida, desejava tanto que chegava a dizer que se eu não conseguisse realizar isso, nada faria sentido.

Sou filha de pais jovens, minha mãe me teve aos 20 anos. Nossa relação é de muito companheirismo, amizade, parceria e amor. Eu sempre atribuí parte disso a nossa pouca diferença de idade. Por isso, filho pra mim era enquanto eu fosse jovem e ativa, queria ter essa mesma relação que tive com a minha mãe.

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Ainda assim, o choque na hora que fui verificar o resultado do teste de farmácia foi inevitável. Eu e Jaciel (vulgo maridón) morávamos juntos em um apartamento de um quarto, alugado. Eu trabalhava em uma agência de publicidade como produtora de conteúdo e começava a engrenar uma carreira com um salário meia boca. Ele trabalhava como diretor de arte em outra agência de publicidade e pela primeira vez com a carteira assinada.

Quando os dois risquinhos que indicavam o positivo conforme a bula do teste começaram a fazer sentido na cachola fiquei, obviamente, MEGA feliz. Era o sonho da minha vida, o resultado do nosso amor como casal, e sem dúvida alguma aquele era um momento pra ficar na memória pra sempre. Mas nem tudo são flores na vida do jardineiro né mesmo? Ainda tinha que descobrir como a gente ia fazer pra sustentar uma criança, onde a gente ia colocar um quarto de bebê naquele apartamento minúsculo e afinal de contas: a gente tava pronto?

Pois bem, muita coisa mudou desde então. Atualmente estou com 30 semanas de gravidez, estamos no mês de junho e o Arthur vai chegar em agosto, ou sejE, tá quase aí! De dezembro pra cá, nós conseguimos nos mudar para um apartamento maior, o baby já tem quarto, roupas pra vestir e a certeza de que ele jamais vai passar fome, frio ou qualquer necessidade.

gravidez

Eu parei de trabalhar e decidi me dedicar totalmente a gravidez. De todas as decisões que tomei durante esse tempo essa foi a MELHOR delas. Tive muito tempo pra colocar as ideias no lugar, planejar minha gravidez, meu parto e principalmente me encontrar no meio de um turbilhão de pensamentos e dúvidas que a chegada de um bebê provoca na gente.

Queria ter feito esse blog bem antes e ter divido todas as coisas que passei ao longo dessas 30 semanas de alegria e LOUCURA hehehe, mas espero que eu consiga recuperar o tempo perdido contando como tudo isso aconteceu, e ainda possa dividir com vocês a chegada do nosso reizinho e tudo que ele reserva pra nós daqui pra frente.

Então, declaro aberta a minha vida de blogueira materna!